Em junho de 2025, a vila cristã de Yelwata, no estado de Benue, Nigéria, foi alvo de um ataque de militantes fulanis que causou centenas de mortes e forçou milhares de moradores a abandonar suas casas. Entre os deslocados, muitos encontraram abrigo no mercado da cidade de Makurdi, que, embora originalmente criado para fomentar a economia local, se tornou um espaço de acolhimento improvisado pela necessidade.
Conforme as informações disponíveis, as condições no abrigo eram desafiadoras: espaço reduzido para dormir e acesso irregular a alimentos. Em resposta, parceiros locais da Portas Abertas forneceram ajuda de emergência, incluindo itens alimentares e apoio psicológico, para cristãos afetados pela violência e, em alguns casos, para quem perdeu familiares. Relatos de beneficiários destacam momentos de alívio decorrentes dessas doações e do suporte emocional oferecido.
A possibilidade de retorno à vila permanece desigual. O Exército nigeriano afirmou estar preparado para proteger os moradores que decidirem voltar, apesar da presença contínua de militantes na região. Algumas famílias, como Ajia, optaram por retornar, enfrentando riscos e limitações no cotidiano, incluindo dificuldades para acessar plantações e água, em meio à tensão contínua. O apoio humanitário continua a ser essencial para manter o acesso a alimentação e recursos básicos, especialmente para quem depende da agricultura de subsistência. Em meio a essa conjuntura, muitos cristãos na Nigéria e na África Subsaariana enfrentam insegurança, deslocamento e a busca por estabilidade da comunidade de fé.