O Ministério do Interior da Síria anunciou, em 17 de julho de 2026, que o grupo Estado Islâmico foi responsável pelo atentado contra a Igreja Mar Elias, localizada em Dweila, região de Damasco. Segundo a divulgação da agência oficial SANA, o ataque integrou uma estratégia para enfraquecer a coesão social e estimular divisões dentro da sociedade síria. O atentado ocorreu em 22 de junho de 2025, deixando 22 cristãos mortos e outras três pessoas, entre elas o autor do ataque. As autoridades já haviam apontado o EI como principal suspeito logo após o ocorrido.
Conforme o vice-ministro do Interior, major-general Abdul Qader Tahan, as forças de segurança também impediram uma tentativa de ataque ao santuário Sayyida Zainab. O governo informou que o EI aproveitou o período de instabilidade pós-transição política para deslocar membros para áreas urbanas, visando atingir diferentes segmentos da população e ampliar tensões religiosas e sociais. Tahan afirmou que ataques planejados contra o santuário xiita e a igreja buscavam provocar conflitos sectários e abalar a confiança nas instituições que foram criadas após a transição política.
O governo divulgou ainda medidas de combate ao terrorismo, com ênfase em ações contra redes de financiamento do grupo e na identificação de células ativas. Segundo o Ministério do Interior, cerca de 1.300 suspeitos de ligação com o EI foram detidos recentemente, incluindo líderes estratégicos, e cerca de 34 células teriam sido desmanteladas no período.