Em meio a tensões entre Irã e Israel, as autoridades iranianas intensificaram ações contra comunidades cristãs, especialmente aquelas associadas a origens muçulmanas e igrejas domésticas. Fontes destacam que o período pós-conflito tem sido usado para justificar maior vigilância, prisões, confisco de propriedades e pressão sobre fiéis, sob a justificativa de proteção da segurança nacional.
O caso mais destacado envolve a tomada da histórica Igreja Presbiteriana de São Pedro, em Teerã. Segundo relatos, líderes da igreja teriam sido ameaçados de prisão caso dessem resistência, e moradores que viviam no complexo foram forçados a deixar o local. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) teria emitido uma nova escritura em seu nome, transferindo o controle da propriedade ao Estado e separando fisicamente o espaço entre igreja e terreno. A ação ocorreu após disputas envolvendo um jardim de dez mil metros quadrados e pouco tempo depois da demolição de outra igreja histórica no país.
Especialistas em direitos humanos indicam que esse movimento representa uma ofensiva mais ampla contra a vida religiosa cristã no Irã, dificultando reuniões e cultos comunitários. Em meio a esse cenário, comunidade cristã em Teerã permanece observando de perto os desdobramentos legais e administrativos, com moradores temendo novas expulsões e futuras intervenções sobre propriedades religiosas.