Burkina Faso, na África Subsariana, tornou-se um dos países mais perigosos para cristãos nos últimos anos, segundo a avaliação da Portas Abertas. A violência promovida por grupos extremistas aumentou em várias regiões, levando ao deslocamento de comunidades cristãs, fechamento de igrejas e ataques que resultaram em perdas materiais e riscos à vida. A nação ocupa a 16ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, que reúne os 50 lugares onde cristãos enfrentam maior perseguição.
Segundo relatos locais, a presença limitada do Estado dificulta a proteção de civis e aumenta a vulnerabilidade de comunidades religiosas. Líderes cristãos costumam se tornar alvos, especialmente em áreas rurais, o que impacta a vida comunitária, a renda familiar e o acesso a serviços básicos como saúde e educação. O testemunho de sobreviventes, como o pastor Michée, evidencia danos materiais severos — casas destruídas, bens saqueados e deslocamento forçado — mas também a continuidade da missão da igreja, com cultos, discipulado e cuidado aos necessitados mantidos sempre que possível.
As mensagens de apoio da Portas Abertas ressaltam a necessidade de solidariedade global para com cristãos deslocados, familiares e igrejas locais. Ações de oração, assistência emergencial e desenvolvimento de redes de apoio são destacadas como formas de responder à violência, mantendo a esperança em meio à adversidade sem desconsiderar o impacto humano dessas violações.