Em 23 de outubro de 2026, homens armados abriram fogo durante um funeral realizado em frente à Igreja Ortodoxa Grega St. George, na província de Karak, Jordânia. Nove pessoas morreram e aproximadamente cinquenta ficaram feridas, segundo relatos oficiais. Três suspeitos foram detidos dias depois pela polícia, e as investigações seguem em curso. A comunidade cristã local enfrenta um rescaldo de trauma e insegurança, destacando o abalo na convivência entre cristãos e muçulmanos que convivem naquela região há gerações.
Testemunhas mencionaram que o evento ocorreu ao ar livre, com os homens reunidos do lado de fora e mulheres participando da cerimônia interna. O ataque foi descrito por sobreviventes como repentino e violento, com relatos de disparos repetidos e tentativa de proteger outras pessoas dentro da igreja ao fechar portas, o que, segundo fontes, pode ter evitado um número maior de vítimas. A motivação extremista é mencionada pelas autoridades, gerando preocupação sobre a segurança de reuniões cristãs no país.
Apesar do choque, líderes locais ressaltam que o incidente não redefine o relacionamento histórico entre cristãos e muçulmanos em Karak. A resposta do governo foi destacada, com a visita do rei Abdullah II às famílias afetadas, fortalecendo a mensagem de pertencimento dos cristãos à sociedade jordaniana. Ainda assim, as comunidades buscam estratégias para restaurar a confiança e proteger famílias, enquanto o luto e as dificuldades práticas persistem entre as vítimas e sobreviventes.